O indivíduo continua penetrando na situação intimidante e o Medo já se mostra diante dele, claramente. A atitude é de alarme e desconfiança intensa. Surgem movimentos superfluos, exageram-se atos inoperantes e aparecem em seu desenrolar indecisões, vacilações e alterações do ritmo e segurança da conduta motora. Por excessiva concentração da atenção reduz-se o campo perceptivo e surgem falhas que aumentam a imprecisão: aparecem tremores e movimentos iniciais de retrocesso (em forma de leves sacudidas flexoras das extremidades); começa a exagerar-se a refletividade medular (tendinosa) e a alterar-lhe o curso práxico.
Plano Subjetivo:
A ruminação, iniciada pela dúvida existente, já na fase anterior, exagerou-se até ocasionar uma divisão no campo intelectivo: o individuo se apercebe perfeitamente de que não pode controlar o curso de seus pensamentos e começa a se obsedar com a perspectiva do perigo iminente. O julgamento perde sua clareza e sente-se uma penosa impressão de insuficiência, justamente quando mais se desejaria possuir a lucidez habitual. Os efeitos da inibição dos centros corticais se acusam em forma de vivencia de retração e impotenciação do Eu. Os propositos flutuam e se bamboleiam, ao compasso das bruscas oscilações do animo, entrando assim na fase seguinte, na qual o individuo se encontra à mercê de seu gigantesco inimigo: O medo incontrolado.
Emilio Mira y Lopez na obra “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora, p. 41)
O indivíduo entrou já no campo de ação do Gigante Negro__ acha-se, pois, em situação atemorizante, mas conta com o domínio de suas respostas ante ela. Os movimentos revelam-lhe a atitude cautelosa e concentrada: já não são espontaneos mas severamente controlados, pelo que se acelera ou diminui seu ritmo, conforme se trate de ganhar tempo ou precisão de ação; respondem a motivos precaucionais. Há, também, autolimitação propositiva: quer-se assegurar o êxito de um só propósito, ao qual circunscreve todo o seu esforço. O sujeito concentra aí todas as suas atenções e interesses, e mediante uma hipertensão conativa e uma tendência iterativa (de repetição) procura assegurar-se o êxito.
Plano Subjetivo:
Corresponde a esta fase, na intimidade consciente, um estado de crescente preocupação.Aumenta o interesse, a atenção expectante e o anseio de assegurar o domínio da situação, mas simultaneamente surge a dúvida de que isso seja conseguido. Daí o temor do fracasso, que começa a torturar-lhe a consciência. Uma nuvem de pessimismo invade o ânimo e, para superá-la, o individuoconcentra e reconcentra sua coragem e energias, enquanto que, exteriormente, aparenta tranquilidade, graças a seus recursos de dissimulação e reserva__ tais como empreender atos secundários: cantar, fumar, tamborilar com os dedos, dizer uma graça, etc. O importante, entretanto, é que sua consciência já não está em paz, nem seu pensamento discorre ingenuamente, nem sua prospecção é nítida, nem sua vontade se sente dona da personalidade.
Emilio Mira y Lopez, Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever ( Livraria José Olympio Editora, p. 40-1)
O Indivíduo adota uma atitude modesta, de auto-limitação voluntária de suas ambições e possibilidades de criação, destruição ou domínio. Desta forma, afirma seu imediato desejo de passar despercebido e não entrar em conflito com o ambiente, mesmo que isso lhe custe renunciar aos prazeres, sempre que ele julgue que sua consecução implica risco e, portanto, vislumbra a possibilidade de sentir o Medo ( que já se assoma sua face umbral consciente. Em termos vulgares: produz-se uma fuga profilática ( não tanto espacial como temporal).
Plano Subjetivo:
Produzem-se abundantes racionalizações (negação do desejo, auto-justificação de generosidade, etc) para convencer-se de que o comportamento é justo. O sujeito chega a sentir-se auto-satisfeito e seguro, por considerar-se mais previdente e refletido que os seus semelhantes. Mas reage com vivacidade crítica excessiva ante quem lhe revela seu auto-engano:é pois, vulnerável e projeta sua censura contra os valentes, como defesa de sua inicial covardia.
Emilio Mira y Lopez na obra “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora, p. 40)
Nesta fase, a raiz érgica, antes descrita, expande-se proficuamente. Sua obra dependerá, como é natural, não só das possibilidades pessoais como da situação vital em que estas vão conviver. Mas algo há indiscutível: o Amor, que atingiu desse momento de seu “devenir”, cresce agora, não já em extensão ou em profundidade, mas em amadurecimento germinal. Dia a dia, surgem novas provas de inspiração que dele procedem: já não é a exaltação (artística ou ética) da figura amada, nem tampouco a obsessão ou frenesi de sua pura contemplação ou posse, o que inquieta e impulsiona o Ser amante; ao contrário, é o deleite de ver a vida so um novo aspecto e descobrir nela novos matizes que só podem ser percebidos quando a contemplamos com a atitude de um amor sereno, pleno e totalmente evoluído. É assim que um par feliz transborda sua felicidade e eleva o nível de sua vida, fecundando com seu amor tudo o que nela se inclui. É assim que o homem e a mulher, unidos, alcançam sua máxima capacidade de esforço, de criação e de sacrifício.
Emilio Mira y Lopez na obra “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora,145-6)
Eu pensei em comprar algumas flores
Só pra chamar mais atenção
Eu sei, já não há mais razão pra solidão
Meu bem, eu tô pedindo a sua mão
Então case-se comigo numa noite de luar
Ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga sim pra mim
Case-se comigo na igreja e no papel
Vestido branco com buquê e lua de mel
Diga sim pra mim
Ah, Sim pra mim
Eu pensei em escrever alguns poemas
Só pra tocar seu coração
Eu sei, uma pitada de romance é bom
Meu bem, eu tô pedindo a sua mão
Então case-se comigo numa noite de luar
Ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga sim pra mim
Case-se comigo na igreja e no papel
Vestido branco com buquê e lua de mel
Diga sim pra mim
Ah, Sim pra mim
Prometo sempre ser o seu abrigo
Na dor, o sofrimento é dividido
Lhe juro ser fiel ao nosso encontro
Na alegria,a felicidade vem em dobro
Eu comprei uma casinha tão modesta
Eu sei, você não liga pra essas coisas
Te darei toda a riqueza de uma vida
O meu amor
Então case-se comigo numa noite de luar
Ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga sim pra mim…
When the visions around you, bring tears to your eyes
And all that’s surronds, are secrets and lies
I’ll be your strength, I’ll give you hope, keeping your faith when its gone
The one you should call, was standing here all along
And I will take you in my arms, and hold you right where you belong
‘Til the day my life is through, this I promise you
This I promise you
I’ve loved you forever, in lifetimes before
And I promise you never, will you hurt anymore
I give you my word, I give you my heart
This is a battle we’ve won
And with this vow forever has now begun
Just close your eyes, each loving day
And know this feeling won’t go away, nooo
‘Til the day my life is through, this I promise you
This I promise you
Over and over I fall, when I hear you call
Without you in my life baby
I just wouldn’t be living at all
And I will take, (I will take you in my arms), you in my arms
And hold you right where you belong (right where you belong)
‘Til the day my life is through, this I promise you baby
Just close your eyes, each loving day
And know this feeling won’t go away
Every word I say is true, this I promise you
As postagens sobre as fases do amor foram redigidas com intuito de terem um acompanhamento musical. Infelizmente, para as duas ultimas fases nao consegui achar musicas sobre o assunto. Simples travamento cerebral desta que vos escreve. Blackout no sistema, rsrsrsrsrsr =)
Se alguem que estiver lendo este post agora tiver alguma indicação musical sobre assunto nao exite em comentar.
Nessa fusão e na simbiose resultante, não há, embora pudesse parece-lo, mescla nem confusão das essências pessoais. Cada um dos elementos do par amante conserva e realça seus próprios valores; transfigura-se e adquire seu máximo esplendor quando vive sob o manto do Gigante Róseo. Porque essa projeção e transcedência que adquire o eu enamorado, longe de diminui-lo, robustece-o e amplia-o, já que essa fusão com o amado é flutuante (in-fusão e e-fusão) e o faz vibrar em zonas nas quais nunca atingiria por seu único esforço. Se é certo que a “união faz a força”, aqui isto é mais certo que nunca, porque a união é a máxima possível e imaginável.
A pessoa amante adquire, pois, nesse coexistir simbiótico, nessa vida em comunhão com a pessoa amada, uma dimensão e um halo inexistentes e insuspeitados. “Sinto-me transfigurado… eu mesmo não me reconheço… vivo um sonho do qual não quero despertar e, ao mesmo tempo, vejo a realidade com olhos e poderes que nunca tive” (carta íntima de um adolescente que vive seu primeiro e grande amor). Daqui por diante, nada será capaz de opor-se à conjunção dos dois amantes. Mais fácil será romper-se o núcleo atômico do que desfazer-se uma simbiose amorosa, pois quando chega a produzir-se , oferece o paradoxal efeito de aumentar com os obstáculos e resistências que surjam em seu caminho.
[...] A simbiose __ vidas unidas__ do par amoroso produz em seus dois elementos uma transformação não só de visão e atitude como de projetos e atos. Já não têm valor os antigos moldes de vida individual; de tal forma se consumou a conjunção física e a coabitação (que, na realidade, supõe simplesmente viver compartilhando a mesma habitação, quer dizer, sob o mesmo teto), que mesmo que não cheguem a atingir essa felicidade que supõe a existência do lar, o certo é que agora ele e ela estão esposados. [...] O sincero e firme propósito de compartilhar tudo quanto de bom e mau ofereça o futuro, ajudando-se mutuamente e colaborando na criação de valores (biológicos ou naturais e culturais ou espirituais) que cada qual seja capaz de engendrar. É assim que decorre a fase que poderíamos denominar social do amor.
Emilio Mira y Lopez na obra “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora,143-4)